Sobre mim?

Nascido em 1980, filho de família cristã e envolto em ares musicais desde sempre. Esta é a gênese da minha vida. E que influenciou, em muito, tudo o que aconteceu e vem acontecendo desde então.

Nunca abandonei o “cristão” que o lar me ofertou. Fui aprendendo, me alimentando de ideias e crescendo. Muitas delas deixei pelo caminho, ao me perceber ser pensante e notar que muitas das “doutrinas” institucionais eram apenas imposição de moral humana torcida e tentativa de controle por parte de líderes incapacitados.

Aprendi que não há meio-de-campo, não há mediador, não há um armador. A relação é direta, apesar de o homem tentar, sempre, enganar a si mesmo e a outros para sentir-se em uma posição de superioridade. Não conseguiram me pegar, então a visão que muitos têm de mim é a de um falso cristão, que precisa de conversão.

Enquanto isso, sigo minha vida, minha fé, estudando e vivendo. E sempre mandando um beijo para os opositores.

A música sempre esteve lá. Uma família inteira de cantores, instrumentistas, admiradores da nobre arte. Me lembro de tocar naqueles violões de brinquedo, como se eu fosse o próprio rei dos violões.

Aos 11 anos, passei a estudar, e desde então não parei mais. Tive na professora Noemi Terra Dias minha grande referência, a pessoa que me tirou da visão amadora da música para o caminho da profissionalização. Mais gratidão do que isto, só quando tive a oportunidade de, muitos anos depois, trabalhar com ela, na Escola de Música por ela fundada. Um grande momento.

Violão, Piano, teclado e contrabaixo. Destes, o amor pelos graves é o que mais toca os meus sentimentos. Mas a carreira me empurrou para o piano e o teclado e não posso reclamar do único instrumento que traz todos os equipamentos de série. Sou feliz com os ensinamentos que tive ao longo da vida.

Aos poucos, passei para a produção musical e a direção vocal. E ali encontrei meu chão. Arranjos vocais, instrumentais, gravação em estúdio, produção executiva e muita conversa sobre música me atraem mais do que qualquer coisa. Este é o caminho que escolhi seguir. E tenho pavimentado o mesmo para que seja mais fácil.

Evidentemente que lecionar se tornou minha principal função. Seja na música, seja na Teologia, virei professor. Dizem por aí que o professor é o prático frustrado. Interessante ler ou ouvir isso, quando o mundo sabe que o professor deve ser o melhor preparado para enfrentar os mais diversos níveis de alunos e humanos. Mas, sabemos que a vida é assim, principalmente quando falamos de humanos.

Falando em teologia, apenas uma palavra define: Fascinação.

Fora este lado mais profissional, tenho um grande sonho na vida: viver apenas do que produzo, principalmente em termos de escrita. Quem sabe daqui alguns anos?

E, evidentemente, sou um apaixonado por muitas coisas: Primeiro, pela vida. Segundo, pelas pessoas que me cercam. E, evidentemente, por uma série infindável de produções culturais e artísticas.

A música me fascina, de tantas formas que nem saberia como iniciar. Referenciais musicais são tantos… Beatles, Al Green, Miles Davis, Chet Baker, Bee Gees, EWF, Asaph Borba, Ron Kenoly, Michael Jackson, Elis Regina, Djavan, Tom Jobim, Metallica, Kansas, Queen, Eagles, Simon & Garfunkel, Elvis, Led Zeppelin, Jerry Lee Lewis, Tim Maia, Dire Straits,  Frank Sinatra, John Williams, Nat King Cole, Glen Hansard, Ole Borud, Stevie Wonder, Lionel Richie, Jacksons, Ed Motta, Van Halen, Gonzaguinha, Chrystian & Ralf, João Alexandre, Bob Dylan, Iron Maiden, Seal, John Cotrane, George Benson e tantos outros que eu jamais me lembraria. Sim, estou apenas falando de gente que, de alguma forma, me ajudou.

Isso sem falar em todas as referências vocais. Eu ficaria dias aqui falando.

Mas não é só a música. Talvez a literatura e o cinema ultrapassem a música em amor. Talvez o “talvez” seja um eufemismo para não queimar minha profissão. Porque sou apaixonado pelos livros. Leio quase tudo o que passa por minhas mãos. Dos livros técnicos, teóricos e históricos, sejam eles de música, filosofia, história e teologia, minhas áreas de atuação principal, sejam os livros sobre cinema, que me encantam, sejam as centenas de livros da categoria “Romance”, e aí em qualquer subgênero: do suspense ao terror, do policial às ficções fantásticas, com um grande amor pelas ficções científicas.

Não tenho muitos livros, não chego aos mil. Ainda. Mas tenho tantas histórias na cabeça que teria conversas sobre livros para uma década.

E o cinema? Fascínio absoluto. De Ford a Nolan, de Chaplin a qualquer outro, sou absolutamente louco pelo cinema. Quem convive comigo sabe do amor pelos filmes antigos. Assisto a muitos e tenho inúmeros em listas anuais.

Talvez seja a alma artística que se emociona em ver a história sendo apresentada, em forma de cultura, contextos e histórias pessoais em meio a um mundo inteiro caminhando. Vejo de tudo. Talvez não tenha tanto estômago para o terror, mas tenho lidado com isto.

As séries de TV também me domaram, já há muitos anos. Foi 24 horas, seguido de Lost, que me trouxeram de volta a este mundo, perdido após o final da velha e ótima “Sessão Aventura”, ou daquele horário nobre do início das tardes de domingo, onde assistíamos “Profissão Perigo” e outras tantas. Hoje, acompanho por volta de 50 seriados, e sempre assisto aos pilotos das novas, para ver se são passíveis de entrar na lista.

Enfim, cinema, seriados, livros e música são meus grandes companheiros. Ultimamente sendo acompanhados pelos variados Podcasts que falam justamente sobre estes temas, além da teologia.

Parece uma vida sem graça. Mas a graça em viver está em se fazer o que gosta, não? E, mais do que isto, quem tem as companhias que eu tenho na vida, pessoas fora de série, não precisa de muito mais para viver bem.

E é a vida que me motiva a escrever. Quando escrevo sobre qualquer assunto, estou falando muito mais de mim, minhas perspectivas, meus pensamentos, ideias e anseios do que propriamente dos assuntos levantados.

É evidente que caminhamos em estradas pavimentadas por grandes gênios e são eles que nos ensinam a caminhar, até que encontremos nosso próprio caminho. Mas a vida é a grande motivação para escrever, sempre.

Um pouco de tudo isto é possível de ver por aqui. O restante? Bem, as redes sociais, telefone, sinal de fumaça, tudo é caminho para uma boa conversa, um bom café e uma nova caminhada.