DIA DOS NAMORADOS?

É evidente que todo ser humano sabe que o Dia dos Namorados é, em suma, uma data comercial.

A data, que no outro hemisfério é comemorada no dia 14 de fevereiro, iniciou com perspectivas religiosas/românticas, mas logo virou cheque em branco.

É mais evidente ainda que a data, principalmente a partir da explosão das redes sociais e sua capacidade de exposição, gerou uma série infindável de imagens irreais, ou ainda, surreais, diante da realidade de milhares, milhões de casais. Como dizem por aí, a internet aceita tudo, inclusive o show de hipocrisia.

Mas espere! Este não é um texto de um rascunhador qualquer, deprimido ou mal-amado, lutando desesperadamente para desqualificar a data. Este não é um texto para criticar a data pelas escolhas acima citadas.

Pelo contrário!

Mesmo ciente de que há coisas que devem ser celebradas em todos os momentos – e o amor é uma delas -, é sempre bom exaltar sentimentos bons e poder exalar o aroma dos bons relacionamentos.

Sim, porque, por mais que o mundo esteja cheio de hipocrisia, de fachadas e ódio, qualquer pingo de amor é capaz de desconstruir esta mentalidade defensiva de que o amor já perdeu a guerra.

Um velho poeta diria que o “amor sempre vence”. Não que ele quisesse dizer que o amor entre duas pessoas sempre vencerá qualquer barreira. O sentimento entre duas pessoas pode até acabar, mas o amor, o conceito, o sentimento em si, este nunca termina.

Você estará sempre pronto para amar novamente.

Longe de qualquer demagogia, das armadilhas da comemoração superficial, cheia de presentes e com pouco sentimento a ser ofertado, experimente apenas amar. Você pode até estar sozinho, amar sem reciprocidade, ter medo de expor seu amor.

Mas ame.

O amor ameniza a dor que o mundo traz. O amor transforma dias ruins. Quem nunca teve um péssimo dia transformado por uma ou duas palavras de amor, mesmo que nos cinco minutos finais de uma jornada qualquer, que atire a primeira pedra.

Se o amor é tão bom, por que então não celebrar o amor entre casais, de forma especial? “Ah, mas amor é todo dia! ”. Sim! Todos os dias, mas e daí. Diga isso todos os dias, mas o faça hoje também, de forma especial. Por que não?

Conheço casais que se amam de verdade. Que estão juntos todos os dias. Que se respeitam. Que gostam da companhia um do outro. Que não competem. Que não estabelecem hierarquias estúpidas. Que se permitem companheirismo e liberdade. Que amam porque querem amar, porque permitiram ao amor que encontrasse guarida naquela relação.

(Aliás, li uma postagem linda de uma amiga muito querida para sua amada agora que… olha…)

São casais que se amam todos os dias. Mas que estarão comemorando hoje também. Talvez com presentes, jantares, talvez com uma mensagem especial, ou quem sabe com um filme, uma série no sofá, regados por um bom vinho – ou até um café especial.

Não importa. O que importa é que, em meio às tantas tentações de o mercado, o ódio e o vitimismo invejoso, o amor continue a inundar mentes e relacionamentos.

É assim que o amor acaba sempre vencendo.

E se você, assim como eu, não está acompanhado nesta data, não se culpe. Não culpe outrem. Não há culpas. Há momentos. E este, talvez, seja o seu momento de estar só.

Isso não impede a mim, nem a ninguém, de celebrar o amor. Afinal, de uma forma ou de outra, todos amamos. Como escrevi acima, talvez tenhamos que lidar melhor com os sentimentos amorosos que nutrimos. Entretanto, nada impede que você passe pelo dia dos namorados de forma feliz.

Feliz por saber que pode amar, mesmo estando sozinho. Feliz por ver aquele relacionamento sincero de um amigo, amiga, familiar, brilhando em sua frente. Feliz porque ainda há esperança no mundo, e ela começa a partir de bons sentimentos.

Não seja o azedo do dia dos Namorados. Ou seja, você quem sabe. Mesmo que se escolha ser o “do contra”, o amor ainda estará lá. E o próximo pode ser você, não esqueça.

É improvável passar a vida sem amar.

MUITAS e muitas vezes.

Aos amigos, familiares, colegas (e Azinimiga também), um dia de paz, amor, carinho e.… bem… Feliz dia dos Namorados e das namoradas.

 

Comentários

Comentário