TAG’s 3 – PERSONAGENS (DE) – FILMES E SEUS ADJETIVOS

Cá estou eu, tentando lidar com a vida e me distraindo com estas divertidas Tag’s. Apesar de não entender muito bem o título desta, a proposta em si é interessante.

Quais personagens do cinema você associa aos seguintes adjetivos?

Vejo tantos filmes que poderia fazer uma lista com dez personagens para cada tópico, sem muito esforço. Mas resolvi ficar na beira do mar, deixar que viessem até mim os mais fáceis de lembrar. Uma marolinha diante da infinidade de personas que o cinema nos traz.

Vamos ver o que saiu:

1 – Um personagem perspicaz

Sherlock Holmes

Sherlock é uma lenda da literatura. Aproveitei o gancho deixado pelos anos de tentativas de fracasso e algum sucesso no cinema para trazê-lo para esta lista. Não deixa de ser uma homenagem ao personagem mas enigmático, estranho, talvez todos os adjetivos desta lista.

Ele pode ser visto, com o rosto do Iron Man Robert Downey Jr. em Sherlock Holmes (2009) e Sherlock Holmes: A Game of Shadows (2011), mas já foi interpertado por outras lendas do cinema. não que Júnior seja uma lenda.

E, claro, há o Sherlock do Cumberbatch, incomparável. Mas não é cinema.

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Robert Sherlok de Ferro Jr. Um bom detetive?

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2 – Um personagem louco:

Norman Bates

A insanidade de Norman é latente. Desde o início do filme, sua primeira cena, já percebemos que são ele não pode ser.

A atuação de Anthony Perkins é muito perspicaz em demonstrar toda esta loucura. Talvez até haja outros personagens mais marcantes por sua loucura e realmente posso pensar em outros, mas por ser este meu primeiro contato com o Mestre Alfredinho dos Suspenses, Bates merece um lugar ao sol. Até porque aquela casa deve ter muita infiltração.

Norman Bates pode ser conferido em Psicose (1960) e em outros filmes que se seguiram, mas que não são do mestre e nem são interessantes. Também há a série, mas série, bem, não é cinema.

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Jeitinho humilde de ser louco.

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3 – Um personagem misterioso:

Rebecca

Rebecca é a personagem que dá nome ao filme de 1940 de Alfred Hitchcock. O interessante da personagem é que, apesar de ser presença constante no filme, ela não está lá. Isto não é um Spoiler. Mas se for Spoiler, será um com 77 anos de atraso, então, não me amole.

Com o desenrolar da trama, o mistério vai se resolvendo, mas ela é uma personagem muito interessante neste filme.

Qualquer filme do mestre teria alguém pra ser colocado aqui, não?

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Uma Personagem interessante.

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4 – Um personagem feio:

Freddy Krueger

Personagens feios existem aos montes. Ao mesmo tempo, o belo, como conceito estético, pode até existir, mas ser humano é um ser bastante exótico quando opina sobre beleza. Então, beleza é questão de gosto.

Escolhi Freddy por ser o primeiro feioso que vi nas telas. Assustador – ao menos na época – feio, descaracterizado, quase um não humano.

Pode ser visto na franquia  A Hora do Pesadelo, cujo primeiro filme estreou em 1984. 

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Bonitão

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5 – Um personagem belo:

Holly Golightly

Sabe todo aquele papo que o autor deste texto escreveu sobre o conceito de belo e tudo mais? Esqueça tudo isso. O conceito filosófico do belo foi feito alguns anos antes da maior diva da história da humanidade nascer.

Existe o belo antes de AH e depois de AH.

Holly é uma personagem complexa de ser compreendida, mas sua beleza é acima de qualquer discussão.

E mesmo que os responsáveis pela adaptação tenham mudado alguns pontos legais do livro, em relação à ela, não muda o fato de que ela é a perfeição da natureza. E Bonequina de Luxo (1961) é um bom filme.

Aliás, Audrey, em qualquer papel, seria a protagonista deste tópico. Mesmo havendo outras beldades.

Tipo o Tom Cruise.

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Não olhe assim que eu apaixono. 

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6 – Um personagem porco:

Baixo Astral

Sempre que penso em um personagem absolutamente porco, a primeira imagem que me vem na mente é a do vilão Baixo Astral. Sim, estou falando de um filme da Xuxa. Eu assistia.

E daí?

Não lembro muito do filme, mas lembro do vilão e de ele ser bizarramente porco. Pode ser só uma projeção mental, mas não pretendo assistir ao filme para ter certeza disso.

O filme, Super Xuxa Contra o Baixo Astral, é de 1988. Então, faz tempo.

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Sorria!

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7 – Um personagem psicopata:

Patrick Bateman

É tão lógico quanto poderia ser. Não há psicopata mais psicótico do que Bateman. Você pode pensar em todos eles. Isso mesmo, este aí. Este outro também. Aquela? Evidente! Mas nenhum, NENHUM chega perto de Patrick Bateman.

A insanidade é tão grande que só de pensar que pode haver alguns “personagens” da vida real que são assim, até porque a arte é uma imitação de ideias da vida, é algo assustador.

Ele pode ser visto em Psicopata Americano , de 2000. Neste. No outro, não. Obrigado.

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“Alô, alguém aí quer curtir uma bizarrice?”

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8 – Um personagem azarado:

Professor Fate

Professor Fate é um vilão. Ou pelo menos deveria ser. Mais do que isso, ele é a gênese do Dick Vigarista, de “A Corrida Maluca”. E é um ser muito azarado.

Mesmo quando tudo parece estar caminhando para um desfecho sortudo, sempre há uma pitada de azar para acabar com o dia do professor.

Seus planos perfeitos são quase tão ruins quanto os do Cebolinha e o azar é um dos grandes responsáveis por isso.

A Corrida do Século (1965) é um filme tão grande quanto divertido. E grande parte disso se deve ao estupendo trabalho (e azar) do Professor.

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Só faltou o Muttley!

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9 – Um personagem sortudo:

Tino

Vamos dar uma chance ao Brasil. Até sei de outros filmes que trazem sortudos, mas um cara que consegue ganhar na loteria, depois herdar uma fortuna não pode ser considerado menos do que alguém com muita sorte.

Mesmo que ele não tenha a menor ideia de como lidar com isso.

Até que a Sorte nos Separe é um filme de 2012, e talvez seja o mais divertido da série, apesar de Camila Morgado ser infinitamente superior à Danielle Winits.

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“Um homem de Sorte”

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10 – Um personagem esquisito:  

Edward

O que define um ser esquisito? De alguma forma, todos somos seres e todos somos esquisitos, cada um em sua especialidade.

Mas um cara que tem tesouras nas mãos não pode fugir de um estigma de esquisitice, certo?

Edward é muito mais complexo – e esquisito – do que as tesouras, mas a estética do personagem acaba por definir boa parte desta esquisitice bizarra – uma redundância proposital.

Edward, Mãos de Tesoura é de 1991, tempo em que Johnny ainda não estava nas profundezas.

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– Esquisito, eu?

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11 – Um personagem atrapalhado:

Wade Kingsley

Minha ideia inicial era colocar o Didi aqui. Mas lembrei de que Jerry Lewis é a comédia em seus tempos mais… divertidos? Ou algo do tipo.

Lewis se tornou amargo com o passar dos anos, mas seus filmes me fizeram rir muito durante muitos anos.

Poderia citar qualquer personagem, mas escolhi Wade Kingsley, de Pardners (1956), simplesmente por ter sido este o último filme de Jerry Lewis que assisti.

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Você olha para aquela cara de “Ih, deu ruim” e já começa a rir. 

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12 – Um personagem sofrido:

Chuck Noland

Eu tenho o costume de falar sozinho. Até de criar algum personagem para não pensar que estou louco a ponto de falar sozinho. Ok, isso é mais do que uma cena normal. Mas nunca pensei em ter uma bola para chamar de minha amiga.

Bem, talvez eu tivesse mais reciprocidade do que em algumas das minhas histórias de amizade ao longo da vida.

Mas O Náufrago (2000) é muito mais do que a relação entre Chuck e Wilson. O filme retrata um sofrimento surreal, muito mais psicológico do que aquele físico que vemos.

E, apesar de ser um filme que gera repercussão dúbia, não há como negar que Nolando sofre o tempo inteiro.

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– Wilson não me ama mais!

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13 – Um personagem determinado:

Erin Brockovich

Era só mais um filme com a Julia Roberts, diziam. Mas a personagem é de um carisma e uma força que dispensaram qualquer comentário contrário sem maiores dificuldades.

Aliás, o melhor de tudo é que o filme, de 2000, é um filme biográfico, ou seja, a personagem existe. Que mulher, senhoras e senhores!

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Erin correu atrás do que queria. 

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14 – Um personagem sábio:

Yoda

Yoda mestre é.

Não há muito o que falar sobre o sábio da Franquia Star Wars. Apesar dos conselhos absurdamente óbvios, ele falava o que precisava ser dito, no momento certo.

Um mestre acima da média.

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Bonitinho e ordinário.

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15 – Um personagem burro:

 Lloyd Christmas

Uma mistura de burrice com uma esperteza “exótica”. Principalmente no primeiro filme da série, de 1994. Mas a estupidez é tão cansativa que, do meio para frente do filme já está sem graça.

E, nos dois filmes seguintes… Não assistam. Ou o façam, por conta e risco.

São péssimos.

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Uma doença. Uma ofensa à doença. 

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16 – Um personagem inútil:

Jar Jar Binks

Ninguém sabe de onde veio. Ninguém imagina para onde vai. É um personagem totalmente sem sentido, sem função, sem graça, sem nada.

Nem o nome é legal. Apareceu pela primeira vez no Episódio I, em 1999.

Alguém jogue atire com o neuralizador em mim, por favor!

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Olha cara da inutilidade. 

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17 – Um personagem egoísta:

Superman

Não se engane. Gosto do Superman. Acho ele um herói dos bons, um dos maiores. Ele é altruísta, empático, amoroso, gentil.

Mas a cena do primeiro filme, de 1978, da franquia iniciada por  Richard Donner, em que o Superman faz o tempo voltar para salvar Lois Lane é de um egoísmo absoluto. Fosse assim, todos os problemas de sempre estariam resolvidos e nenhum filme mais faria sentido.

Bandido roubou, matou, destruiu? Quando? Ah, ok, vamos voltar o tempo até um minuto antes e ele não fará isso.

Fora todas as outras mortes ignoradas antes de Lois, todas as catastrofes, e tudo mais que envolve não só o ato em si, mas a possibilidade de ele fazer aquilo.

Patético.

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Heróico, mas aquela cena…

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18 – Um personagem conflituoso:

Rocky Balboa

Talvez Rocky seja o personagem deste tópico porque seus conflitos são os mais humanos. Ele é alguém que poderíamos encontrar na rua, a qualquer tempo. A vida nas ruas, o conflito entre ser ou não ser alguém, amar ou não amar, lutar ou não lutar, entre o caráter, a honra, a família…

Enfim, um personagem real, comum, com todos os conflitos que vivenciamos todos os dias.

Visto pela primeira vez em Rocky, de 1977.

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Um lutador além dos ringues. 

19 – Um personagem travesti:

Bernadette / Ralph

A verdade é que não quero ofender ninguém com este tópico. Mas a maioria dos travestis são esteriotipados nas telas.

O que me lembrei foi de Bernadette, de Priscila, a rainha do Deserto (1994). Ela era trans, mas fazia um show de travestis, por isso a homenagem.

A personagem é de uma sensibilidade, inteligência e atuação sensacionais.

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Divina. 

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20 – Um personagem malandro:

Ferris Bueller

Primeiro pensei no Manda-Chuva. Mas o filme é horroroso. Depois, no Pica-Pau. Não vi o filme, se é que saiu. Por último, pensei no maior de todos, Pernalonga. E Space Jam já valeria para tal honra.

Mas na hora em que ia cravar o coelho, Bueller soprou no meu ouvido, lembrando de sua existência e aí, meu amigo, minha amiga, eu lembrei imediatamente que não há, na história do cinema, maior malandro.

Ok, há. Há o maior de todos. Mas ele não pode ser elencado em nenhum lugar. Entidades não são permitidas.

Então, o rei das tardes ganhou a vaga, com méritos.

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Aquele sorriso de quem sabe que “manja dos paranauês”

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21 – Um personagem idoso:

Sir Sherlock

Ele está lá em cima, é verdade. Mas, apesar de ser o mesmo personagem, este é especificamente da fase final, de um filme específico, de 2015.

Além de uma homenagem ótima ao detetive mais espetacular (desculpa Poirot, vai chegar a sua vez), Sir Ian encaçapou mais um personagem lendário para a sua coleção.

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Duas lendas na mesma imagem. 

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22 – Um personagem preconceituoso:

Rasputia Latimore

Sem maiores comentários. Gosto do Eddie. Mas esta personagem, este filme… Totalmente esquecíveis e nojentos.

Falo de Norbit, de 2007.

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23 – Um personagem medroso:

George McFly

Ok, ele salvou o dia. Sim, ele virou um homem autoconfiante e tudo mais. Mas o filme todo serviu para vermos o quanto ele sempre foi covarde antes de Flash, digo, do Marty mudar a linha de tempo.

Medo de agir, de reagir, de pessoas, coisas, situções. Para colocar inveja rude no Scooby Doo.

Visto em De volta para o Futuro, de 1985.

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“Medroso, eu?”

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24 – Um personagem corajoso:

Cheryl Strayed

Apenas uma coisa: Se você não assistiu ao filme “Livre” (2015) ainda, saia daqui agora e vá atrás.

Cheryl é fora de série.

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Maravilha de história. 

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25 – Um personagem mau:

Darth Vader

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“- Queria que ele escrevesse o quê?”

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Tag produzida originalmente pelo canal Meus 2 Centavos e que me foi indicada pela Eliza, Do Aquela Epifania.  Não sei se ela fez, não encontrei, mas se não fez, está na hora!!

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