Como havia prometido nas postagens anteriores, estamos mudando a cara do nosso espaço. Deixando um pouco mais simples, mais ágil e com mais recursos. Ainda não finalizamos do jeito que gostariamos, mas aos poucos vamos terminando.

Por enquanto, navegue à vontade pelos espaços, tudo o que tinhamos no antigo está à disposição no novo!
Um abraço,
Rodrigo Magalhães

sábado, 31 de outubro de 2009

Reforma protestante… dia de repensar os ideiais…

31 de outubro de 1517… Alemanha. Um jovem monge,  sacerdote da Igreja, prega na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg suas 95 teses, ou "Disputação do Doutor Martinho Lutero sobre o Poder e Eficácia das Indulgências", desafiando a Igreja Católica a um debate sobre a mesma.

A partir deste ponto sabemos tudo o que aconteceu. Antes deste ponto sabemos de todas dúvidas, incertezas, conclusões, novas certezas a que Lutero chegava na medida em que se aprofundava nos estudos das Escrituras.

A percepção fria e dolorida de que a Igreja se afastara de seus princípios, de que o caminho ja não era mais o mesmo traçado por Jesus, mostrado por Paulo e os apóstolos.

Não, Lutero não foi o único dos que se levantaram contra a Igreja mãe. Reformas explodiram por vários pontos, mas a importância de Lutero foi grande. A percepção do engano, o sentimento amargo por ver a Igreja de desviando devem ter levado o jovem sacerdote ao extremo. Mesmo diante das acusações que se levantaram contra ele, seguiu  com suas pregações, livros, sermões. Um dos grandes marcos de sua caminhada talvez tenha sido a tradução das Escrituras.

Fico imaginando o que sentiria Lutero hoje, 492 anos após aquela data especial. O que ele sentiria ao ver no que a Igreja vem se transformando. De maneira nenhuma coloco Lutero acima de Deus, mas quem sou eu pra sondar os sentimentos do Pai. Me retenho em imaginar o que um ser humano, que foi inspirado por Deus para ser Luz diante daquela que foi chamada a Era das Trevas, ao perceber que muito daquilo contra o qual ele lutou invadiu as Igrejas reformadas.

Que as indulgências mudaram de aspecto mas que estão aí, com força total nas “super-Igrejas”. Que a justificação pela fé, que era o tema central de Lutero, não existe mais… Hoje em dia o “Sola fide” ficou em segundo plano, ai daquele que não tiver bboas obras, boas doações, bons dízimos, está condenado…

O paganismo está com toda a força dentro de algumas denominações. Mas talvez o que mais fosse impactar Lutero hoje em dia seria perceber que muitas das ditas Igrejas herdeiras da reforma, sequer sabem o que isso significa, em nada se parecem com uma Igreja, quiçá protestante. E também o fato de que, assim como os líderes católicos nos tempos de Lutero, as Igrejas históricas, verdadeiramente herdeiras da reforma, fecham seus olhos para este fato, talvez imaginando que os líderes destes novos movimentos, em algum momento, abrirão os olhos e voltarão atrás, tal qual o “bÊbado Lutero” o faria.

Mas este não é o caso, como abrir olhos que já estão abertos e conscientes do que fazem? Não são os líderes destas facções criminosas e sim seus seguidores que devem ser o alvo. Eles que devem ter seus olhos abertos para a verdadeira luz.

Talvez seja a hora se traduzir as Escrituras, assim como fez Lutero. Naquele tempo o povo não tinha acesso às Palavras de Deus, e a tradução abriu muitos caminhos. Hoje o acesso é livre, mas não é incentivado, até porque corre-se o risco de que as revelações trazidas pelo estudo aprofundado das Escrituras façam surgir novas ideias reformadoras.

SIM, porque o Estudo verdadeiro vai revelar, mais uma vez, quase 500 anos depois, que a Igreja está fora dos trilhos. QUem sabe o quanto precisamos de novos heróis reformadores, revolucionários para mostrar o verdadeiro cristianismo.

Um abraço

Rodrigo Magalhães.

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As 95 teses de Martinho Lutero

Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.

Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese

Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2ª Tese

E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

3ª Tese

Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.

4ª Tese

Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.

5ª Tese

O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª Tese

O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

7ª Tese

Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.

8ª Tese

Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9ª Tese

Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema

10ª Tese

Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.

11ª Tese

Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.

12ª Tese

Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13ª Tese

Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.

14ª Tese

Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

15ª Tese

Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.

16ª Tese

Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17ª Tese

Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.

18ª Tese

Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19ª Tese

Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.

20ª Tese

Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.

21ª Tese

Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

22ª Tese

Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.

23ª Tese

Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.

24ª Tese

Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25ª Tese

Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26ª Tese

O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª Tese

Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28ª Tese

Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29ª Tese

E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.

30ª Tese

Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.

31ª Tese

Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.

32ª Tese

Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

33ª Tese

Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

34ª Tese

Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.

35ª Tese

Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36ª Tese

Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

37ª Tese

Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.

38ª Tese

Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.

39ª Tese

É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.

40ª Tese

O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.

41ª Tese

É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

42ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.

43ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

44ª Tese

Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.

45ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.

46ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada

48ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.

49ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.

50ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª Tese

Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.

52º Tese

Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

53ª Tese

São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.

54ª Tese

Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.

55ª Tese

A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.

56ª Tese

Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.

57ª Tese

Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª Tese

Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59ª Tese

São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60ª Tese

Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.

61ª Tese

Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.

62ª Tese

O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63ª Tese

Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.

64ª Tese

Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese

Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66ª Tese

Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese

As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.

68ª Tese

Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese

Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-

70ª Tese

Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

71ª Tese

Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

72ª Tese

Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

73ª Tese

Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74ª Tese

Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75ª Tese

Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

78 ª Tese

Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.

77ª Tese

Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.

78ª Tese

Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.

79ª Tese

Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.

80ª Tese

Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.

81ª Tese

Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.

82 ª Tese

Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?

83ª Tese

Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?

84ª Tese

Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?

85ª Tese

Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?

86ª Tese

Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?

87ª Tese

Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?

88ª Tese

Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.

89ª Tese

Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?

90ª Tese

Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91ª Tese

Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.

92ª Tese

Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.

93ª Tese

Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.

94ª Tese

Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.

95ª Tese

E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

Martin Luther

Um Abraço

Rodrigo Magalhães

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Mais um ano de vida!

Pois é… estou mais velho! Mais idoso! Um ano mais de vida se completou na última quinta-feira, e com ele vêm uma série de certezas e uma série de dúvidas que me perseguem há tempos.

Chegar perto dos trinta chega a parecer uma utopia quando se é adolescente. Muitos de nós, nesta idade, imaginam que nem chegarão aos 30, que, se chegarem serão “velhos” e que estarão a beira da morte. Mas, ao me aproximar cada dia mais deste “marco”, percebo (como se não soubesse) que nada mudou. Aquilo que era ontem continua a ser hoje. Claro, há cada dia mais cabelos brancos nesta cabeça, mas isso já acontece há pelo menos uns quatro anos. Minha duvida é? Será que ao chegar aos 30 serei grisalho?

Olho para trás, Para navegar um pouco pelo que já passei nesta vida, longa, mas breve vida… quando se faz este exercício, é difícil não lembrar se tão interessantes momentos que passamos. Lembro de muito do que já passei, desde os idos tempos de “1º grau” até os trabalhos cansativos, mas revigorantes da Igreja.

De ótimo posso dizer com orgulho que trouxe até os dias atuais bons amigos daqueles tempos remotos, onde computadores eram utopias inimagináveis, a não ser nas telas de TV recheadas de mega revolucionários jogos de supernes ou do lançamento futurista Playstation. Era a moda… As lan houses da época… Amigos que, se não são mais próximos, talvez seja por minha própria culpa, mas que, sempre que possível, e isso é bem freqüente, mantém contato. E se soubessem o quanto isso é importante para mim…

Vivi uma vida em que a Igreja era quem ocupava a maior parte do meu tempo… dos 13, 14 anos até poucos tempo atrás dediquei minha vida à obra da Igreja. Muito do meu tempo foi resumido a isso. Mas era um tempo diferente. Tempo em que os ensinamentos poderiam não ser os melhores, mas a comunhão era diferente. Tempos de inocência, talvez. E não falo de inocência no que se refere aos relacionamentos. Ah, onde há homens e mulheres, por mais jovens que sejam, sempre há amor…

Mas falo de inocência de pensamento, de ideologias, de tempos em que o mais importante era estar junto com os companheiros, compartilhar das mesmas coisas, dos mesmos ideais, por mais infantis que fossem. Talvez daquelas ideias simplistas tenham surgido verdades inequívocas. E isso sempre acontece. Afinal, época como o início da juventude, não há melhor,

Mas o tempo passa, e com ele vem as marcas… ah, as marcas do tempo. São visíveis aquelas que nos envelhecem, nos embelezam, ou não, as que dividem gerações. Lembro disso quando olho no espelho e vejo meus cabelos, já marcados pelo tempo. Mas há marcas que não se mostram a olho nu. Há marcas que estão guardadas no nosso íntimo; são estas que mais importam no final das contas.

Como é bom ter marcas de tempos que não voltam mais. Como é bom olhar para frente e ver que ainda há muito para ser vivido e lembrar de tantos momentos fantásticos já vividos. Quem diria que estaria eu casado? Quem diria que estaria eu me dirigindo ao pastorado? Quem diria que seria eu um músico? Bem, esta qualquer um porque eu devo ter nascido com esta marca, que tanto me alegra.

Fica o agradecimento a Deus por todos estes longos 29 anos já vividos, com muitas lutas, doenças que insistem em tentar derrubar, dificuldades mil, mas que ficam em segundo plano diante da graça de Deus ao meu permitir viver tanto tempo, e me permitir projetar sonhos futuros com a certeza de que novamente serei abençoado!

Obrigado a todos os amigos que, de alguma forma entraram em contato comigo, me parabenizaram, usaram de belas palavras seja pelo telefone, e-mail, Orkut, facebook, twitter, e por ai vamos…

Aos que são (ou penso) amigos e esqueceram de mim, tudo bem, conheço cada um, sei quem tem sinceridade no coração…. senti falta, claro, mas, fiquei mais feliz pelos que ainda se lembram desse semi-idoso, hehehe…

Um abração,

Rodrigo Magalhães

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Nova equipe do Pensamentos se formando!

Nada de novidades no ar… mas estamos trabalhando para agilizar o retorno deste espaço com força total. Nada mais justo, devido ao número de visitas que vem aumentando. Como solicitei no post anterior, ainda desejo contar com uma equipe de 3 blogueiros para me ajudar… e um deles já foi devidamente contratado! Meu irmão de fé Adriano Viaro, poeta, escritor, ator, de tudo um pouco já faz parte deste novo time…

Em breve devemos ter por aqui suas palavras, poesias, textos, reflexões… aguarde!

E ainda precisamos de mais doi companheiros….

 

Um abraço

 

Rodrigo Magalhães.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cabeça… que bagunça!

Ando meio afastado do blog. Peço desculpas aos que têm me acompanhado, visitado com frequência este espaço, e não têm visto atualizações. A verdade é que tenho muito para escrever, mas ando um pouco decepcionado demais com as coisas.

A vida parece nos maltratar quando tudo está começando a ir bem. Tenho muitas graças para dar sobre muita coisa boa que aconteceu comigo, e creio ter vindo da parte de Deus. Mas, ao mesmo tempo, minha vida tem sido turbulenta, principalmente no que diz respeito ao mundo cristão.

Tenho escutado coisas que não me agradam, tenho visto o desrespeito imperar, tenho visto que as pessoas lutam por vencer, mas são soterradas pelos que não querem ver esta vitória.

Tenho visto pregadores, muitos deles, falando besteiras, contradizendo-se a todo momento, parecendo que sucumbiram a pressão do “novo” cristianismo e suas facilidades. Não vejo Deus no centro, vejo o homem, vejo as finanças.

Não, o homem não é o centro. Não, as finanças não são o centro. Deus é o centro, e Deus age da maneira como quiser, não há regras para Deus, não há condição pré-estabelecida para a sua ação. Não preciso pagar para receber de Deus. Irmão, se você está desempregado, no desespero, a procura de um emprego que garanta o sustento de sua família, de seus filhos, e não tem um mísero centavo para comer, quiçá para dizimar, não escute aqueles que ousam pedir o seu dinheiro, condicionando a este “sacrifício” o retorno de Deus. Esta história do dízimo deveria ser melhor explicada, há fiéis mundo afora que não compreendem. Se dar dízimo é certo, é errado, não é a questão deste momento. A questão agora é: Deus age de formas que nossa limitada capacidade de compreensão não deveria ousar decifrar. Você não depende do dízimo para Deus lhe abençoar. Se Deus quiser lhe abençoar, veja bem, se ELE quiser, ELE o fará. A vontade é dele. Deus não espera que o seu dízimo seja um pagamento para suas dádivas. Nunca esperou, não é esse o simbolismo do dízimo.

Isso me enoja. Pessoas sendo enganadas em ditos templos o tempo todo, e “arrotando” vitórias encomendadas para influenciar nas vidas alheias. Deus não precisa deste tipo de marketing. Deus é Deus, não é este tipo de IDE que está na Palavra. 

Minha cabeça parece querer explodir. Não sei se me escondo, se confronto… não sei se fico em casa ou se vou aos cultos até em minha Igreja. Porque a decepção com o modelo de Igreja me enoja. E tenho medo de um dia, seja este dia hoje, ou daqui dez anos, este modelo adentre as portas da comunidade onde estou atualmente.

Cansa… um dia cansa. Minha revolta não é com Deus. Deus não está na religião, não neste modelo pagão de religião, não nesta zombaria chamada neopentecostalismo, cristianismo moderno. Deus é o centro da minha vida e sempre será. Por mais que surjam por ai outros Richard Dawkins, Sam Harris ou Daniel Dennett’s, com suas alegorias falaciosas e bonitinhas, mas tão frágeis quanto sempre, não deixará Deus de ser o centro da minha vida. Como parafraseou hoje o pastor da Igreja onde congrego, um velho e sofrido vencedor já dizia, “eu sei que o meu Redentor vive, e Ele se levantará”.

Eu sei disso, sei que Deus tem todo o poder para se levantar e acabar com a palhaçada. Mas, quanto tempo duraria até que isso fosse questionado. Afinal, aqueles que são influenciados acabam de tal forma cegos, que anos de afastamento dos pseudo lideres não são capazes de livrar a mente do domínio do mal. Creio na resposta de Deus. Já vi muito líder pomposo cair, espero ver todos estes, e são muitos, se humilhando, e voltando ao primeiro amor, ou realmente se convertendo.

Quanto a mim, continuo com minhas dúvidas, com minha crise, mas crendo na vitória final. A angústia, a dor, a tristeza estas fazem parte de uma reconstrução. Só não esperava que duraria tanto tempo.

Foi um ano difícil, cheio de traições(nada no lado matrimonial, deixando claro), algumas delas até hoje escondidas, carecendo de verdades, mas beneficiar o infrator é a regra em alguns esportes. Um ano de muitas dificuldades de saúde, onde tive uma resposta gigante às orações, com um alívio, uma melhora inacreditável. Um ano de muitos questionamentos, alguns deles saudáveis, outros nem tanto. Mas tudo é válido. Se por um lado tive perdas, por outro consegui vitórias.

Mas este espaço, tão querido, tão importante no desenvolvimento do meu pensamento, está um pouco às moscas, e este pequeno texto mostra muito do porquê. Afinal, as ideias andam um pouco soltas, desconexas, falta um pouco da liga de meses atrás, tudo fruto desta confusão e decepção. Não vou deixar de escrever, minha intenção é voltar com força total. Estou aí, a 24 dias de chegar aos 29 anos, e nos meus planos, deveria chegar ao esta data bem, e com o blog em dia. Espero que estas nuvens passem, que tudo volte ao normal, e que as decisões que estarei tomando, relacionadas ao que me cerca, sejam as mais coerentes, independentemente das reações.

No mais, se alguém estiver lendo este texto, for um leitor que já acompanha a ideia deste espaço há algum tempo e deseja se juntar a mim nesta caminhada, com textos que levem à reflexão acerca do cristianismo verdadeiro, da vida cristã, que gostem de escrever sobre filosofia, poesia, teologia, deixem um recado, entrem em contato comigo. Estou com a ideia de montar uma equipe de pelo menos três pessoas para levantar este espaço.

Minha linha seguirá sempre a mesma, mas espero que alguém me ajude, afinal temos tido um pequeno, mas regular acesso médio de 120 visitas diárias e não podemos deixar vocês na mão.

 

Que Deus nos abençoe neste mês que se inicia, e que tudo o que está incompleto seja completado.

 

Um abraço,

 

Rodrigo Magalhães

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