Como havia prometido nas postagens anteriores, estamos mudando a cara do nosso espaço. Deixando um pouco mais simples, mais ágil e com mais recursos. Ainda não finalizamos do jeito que gostariamos, mas aos poucos vamos terminando.

Por enquanto, navegue à vontade pelos espaços, tudo o que tinhamos no antigo está à disposição no novo!
Um abraço,
Rodrigo Magalhães

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fatalidade 2 - Morreu o Léo Leidate - triste...

Pra compreender melhor, leia o texto anterior >>aqui<<

Em 28 de julho de 2009 a alma de Leonardo Leidate foi libertada. Com ela, foram libertos o seu sorriso, a sua voz, seus olhos e sua mente. Aquele corpo frágil e em ruínas que conheci hoje não é mais sua morada. Chega ao final sua passagem aqui na Terra.
Não há dúvida que Leonardo cumpriu brilhantemente sua missão nesta vida: tornar melhor aqueles que o rodearam.
Sua verdadeira essência ficará guardada para sempre no coração de quem o ama.
Leo foi capaz de dispertar sentimentos nobres em pessoas que ele sequer conheceu. Sensibilizou toda uma sociedade e no seu silêncio nos ensinou coisas que jamáis esqueceremos: paciência, tolerância, resignação, união, força, amor ao próximo (mesmo que este próximo esteja longe de nós), entre tantas outras lições que podemos tirar de sua breve existência neste plano.
Hoje o universo que pertencia à vida de Leo mergulha em profunda tristeza. Mas logo ali na frente um novo e maravilhoso horizonte está sendo desenhado, onde os pássaros voam livremente, flores perfumam o ar, um lindo gramado surge sob seus pés e uma outra trilha se abre a sua frente, para que ele possa percorrê-la. À sua espera, certamente anjos que o amam lhe aguardam, assim como os que o receberam como filho nesta vida. Leo estará novamente em casa. Leve, inteiro, íntegro e FELIZ.
Obrigada, Leo, pelo que você me ensinou!

Daniela Carvalho

Comentário de Pensamentos...

Sem comentários... condolências à familia, que se entristece, e parabéns ao lindo trabalho da Dani.

Rodrgo Magalhães.

Continue lendo...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fatalidade

Hoje resolvi tirar um tempo para falar um pouco de outras coisas. Afinal, além das coisas ditas cristãs, a vida nos traz uma série de fatos que merecem destaque, sejam eles positivos ou não...

Dizia um antigo sábio que o homem sae que uma simples brisa pode causar a sua morte, tamanha a fragilidade da vida, mas a grande diferença entre o homem e os demais animais é essa consciência...
Pois é... mais uma vez temos um exemploda fragilidade da vida... o acidente ocorrido na F2 com um jovem e promissor piloto nos faz refletir sobre isso. Quem, em sã consciência poderia imaginar um acidente tão ridículo como o inicial, e pior, quem poderia imaginar que um acidente que é normal nas corridas de monopostos poderia causar a morte de alguém que não estava nem envolvido no mesmo, apenas passou no local na hora errada?

É, como dizia o sábio pastor eclesiástico, em Ec 8.8, não temos dominio sobre a hora de nossa morte. Fica o pensamento de que devemos estar sempre preparados, seja para a nossa ou para a morte de outrém próximo...

E as condolências à família do piloto Henry Surtees e que Deus os abençoe...

Lamentável...

Rodrigo Magalhães





Continue lendo...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Por que eu creio?

Você já parou pra pensar em porque você é cristão? Como resultado do momento atual de nossas Igrejas e a quantidade de novos fiéis que surgem a cada momento, esta pergunta não me sai da cabeça.

Compreendo absolutamente os motivos pelos quais sou cristão, não é este o ponto. Minha pergunta ressoa no meio destes tantos que se dizem cristãos, mas que, em muitas e muitas oportunidades, se mostram, no mínimo insensíveis às verdades contidas neste termo.

A princípio as características de um cristão são diversas, mas o mais importante é a fé, a crença em Deus, na obra redentora de Jesus. Você é cristão porque crê nestas verdades?

Jesus nos diz em Marcos 16.16: Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” Com este ponto eu gostaria de iniciar os trabalhos deste texto. Você crê em Deus para ser salvo? Ou você é salvo por crer em Deus? Mais... você decidiu ser cristão porque alguém lhe falou que se você não se convertesse estaria condenado ao inferno?

São perguntas complicadas. Mas muito importantes e as respostas vão começar a formar a primeira pergunta feita neste texto. Por que fiz estas perguntas? Hoje em dia é muito comum ouvir que este é cristão, que aquele se converteu, que outro é homem de fé. Mas sabemos que palavras são somente palavras. E a fé, a crença em Deus é algo muito mais complexo. De nada adianta o medo. Eu creio em Deus... mas se não houvesse a possibilidade de haver um inferno (e há) e de você estar designado a ele, você teria essa crença? Conheço muita gente que se aproximou da Igreja por medo de ir para o Inferno, por que quer “ir para o céu”. Posso ser massacrado por isso, mas ser cristão é muito mais do que isto. Não posemos nos aproximar de Deus com este único interesse. Pegar carona na fé de outros para tentar usufruir daquilo que parece ser melhor.

É ruim pensar que se pode ir para o inferno? Com certeza! Mas o pior de tudo é enganar a Deus e a si mesmo, com uma falsa fé, baseada em um interesse futuro. Você vai à Igreja por que quer ser salvo, ou você vai a Igreja porque Jesus lhe salvou e você realmente crê nisto?

Outra maneira muito comum de “arrecadar” fiéis hoje, são as promessas. Promessas nas áreas de saúde, finanças, emocionais, relacionais. “Venha para a Igreja e Deus lhe dará tudo o que pedires!”. Uma interpretação estúpida da Bíblia e do texto de Marcos 11.24:

“Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis.”

Deus é justo, fiel é nos responde às orações? Mas é claro. Mas o relacionamento com Deus é muito mais do que isto. Não é Deus nosso servo, nosso gênio da Lâmpada. Deus nos dá conforme a sua vontade. Se voltar para Deus em busca de receber suas bênçãos como prêmio é um pensamento de quem não conhece a Palavra. Além de ser uma inversão total de valores. Devemos buscar comunhão com Deus pelo que ele é, por tudo que já nos Deus, porque Ele é Deus, e não porque ele nos dá o que quisermos. Deus não é empregado de ninguém.

Um último ponto, dos tantos que poderíamos citar. Você é cristão porque o nome de Deus está em “voga”? Esta é uma questão perigosa e delicada, mas real. Vemos hoje, e neste espaço já vimos muito, certos homens e mulheres que se utilizam do nome de Deus para levantar seus “ministérios”, que na verdade servem de fundo para picaretagens em nome do dinheiro.

Prometem coisas mil, em nome de Deus, e aproveitam a ingenuidade e muitas vezes a falta de inteligência de outros fiéis para lhes retirar até o último centavo. Promovem seus “shows” cristãos com o intuito de reconhecimento próprio, de fama, ao invés de promover e levar o verdadeiro sentido de ser Cristão ao povo necessitado.

O mais triste de tudo isso é que acaba sobrando para os que realmente levam a verdadeira Palavra de Deus. São vitimados por fazer parte do mesmo “bando” que certos picaretas, quando na verdade estes últimos não estão falando do mesmo Deus, e se estão, o fazem distorcendo de tal forma que Deus fica irreconhecível no meio de tanta picaretagem.

Uma fé verdadeira não busca glórias. Uma fé verdadeira não espera recompensa aqui. Uma fé verdadeira não se baseia em promessas vãs. Uma fé verdadeira não usa o nome de Deus em vão. Uma fé verdadeira não leva ao engano.

Há um texto muito impactante na Palavra e que é usado para distorcê-la. Mas que se usado de maneira correta responde muitos questionamentos:

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Jo 8.32

Em cima deste texto, pessoas tentam criar novos conceitos, informar que são donos da tal verdade, dizer que DEUS lhes revelou tal verdade, e que somente estes poderosos detêm a chave que nos libertará! Ledo engano.

A estes mestres, doutores, poderosos, milagreiros, super-pastores, donos da verdade, chefes de Deus, só lhes digo uma coisa... LEIAM O VERSO 31, pombas!

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jo 8.31 E 32.

Simples e complexo.

E então.. você crê em Deus porque está em busca de alguma vantagem ou compreende que somente uma fé verdadeira, baseada na Palavra leva ao conhecer verdadeiro, ao experimentar o relacionamento com Deus, com a verdade, e à liberdade?

Um abraço,

Rodrigo Magalhães

Continue lendo...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Vale a pena ficar de olho - SELO

Recebi hoje mais uma menção honrosa para o meu blog. O blog Gospel cards lançou esta premiação, e quem me deu a honra de receber esta premiação foi a Dileninha, do belo blog Espere em Deus.
Sem mais delongas, vamos às regras da premiação:

1.Exiba a imagem do selo que você acabou de ganhar;
2. Poste o link do blog que te indicou (muito importante);
3. Indique 10 blogs de sua preferência
Avise seus indicados (não esquecer) publique as regras;
4. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

Vamos então aos indicados deste blog:


Todos os meus escolhidos são indicados com muito carinho, e a ordem nada significa. São blogs que costumo ler, e que ainda não foram indicados.

Parabéns a todos,

Um abraço,

Rodrigo Magalhães.

Continue lendo...

Você ouve Música "do mundo"?

Eu ouço música do mundo!
Renato Vargens

Lembro que no início da minha caminhada cristã fui ensinado pelos meus discipuladores que toda música que não fosse evangélica vinha do diabo. Com isso tive que jogar fora todos os meus discos (na época não existiam CDs).

Com o passar do tempo e com a maturidade cristã, entendi a doutrina da graça comum. Em virtude desta compreensão, voltei a ouvir a boa música popular brasileira. Bom, antes que seja apedrejado pelos religiosos de plantão, é importante salientar de que Deus estabeleceu como ordem a graça comum. E que esta é a fonte de toda, cultura, e virtude comum que encontramos entre os homens. Em outras palavras isto significa que Deus em sua infinita graça fez com que o sol nascesse sobre o justo e o injusto, e mandasse chuva sobre o bom e o mau. Entre as bênçãos mais comuns que devem ser atribuídas a esta fonte, podemos enumerar a saúde, a prosperidade material, a inteligência em geral, os talentos para a arte, música, oratória, literatura, arquitetura, comércio, invenções e etc.

Talvez por ignorância, parte dos evangélicos em nome de Deus dicotomizaram a existência dualizando o mundo. Infelizmente fundamentados numa pseudo-espiritualidade, um número imensurável de cristãos tem ao longo dos anos avaliado como profano e imoral tudo aquilo que não brota dos arraiais evangélicos. Para estes, quem ouve musica do mundo ou vai ao teatro assistir uma peça, cede às tentações do diabo. Segundo esta perspectiva, a arte, a cultura e a música secular foram “divinamente satanizadas”.Como disse o pastor Marcio de Souza é absolutamente impossível negar a ação de Deus entre os homens ao ouvir clássicos da música como “One” do U2, ou "Miss Sarajevo" onde Luciano Pavarotti leva qualquer um às lágrimas com sua participação especial.

Eu particularmente sou tocado com a musicalidade de Elis, com o ritmo da bossa nova, com a voz de Maria Rita, com a brasilidade de Gonzaguinha, Com as letras de Renato Russo, com a inteligência do Lenine, com o doce gingado do baião nordestino, com a voz de Frank Sinatra, com as sinfonias de Bethoven, Bach e Mozart, com a música de Roberto Carlos, com a arte do Police, U2 , Dire Straits e tantos outros mais.

Meu amigo, não consigo ver deteminadas menifestações musicais ou culturais como satânicas ou malignas, antes pelo contrário, a multiforme manifestação cultural no ser humano, aponta diretamente para um Deus generoso que é absolutamente apaixonado pela arte, música e cultura.

Louvado seja o Senhor pela graça comum!

Fonte: blog Renato Vargens*


Comentando o texto:

Há tempos que vejo a necessidade de uma abordagem como esta na rede. Já fiz, eu mesmo, em meus textos, análises como esta, na seção Adoração e Louvor, ou na seção Música Cristã. Todos sabem que não gosto desta divisão. Pra mim existe música. E ela é boa ou ruim. E aqui não entram, claro, aquelas que contradizem aquilo que creio.
Mas há muitas especulações acerca de bandas, cantores, se são "do diabo", se não são, etc. O próprio texto original do Pastor Renato, em seus comentários, traz algumas pessoas atribuindo epítetos satânicos a alguns cantores.
O texto é de uma compreensão única, de natureza cristã, mas com uma visão inteligente, realista.
Estou extremamente feliz em publicar aqui um texto de outra pessoa, mesmo não sendo minha prioridade, por se tratar de algo que admirei demais. Deus continue a colocar palavras corretas e verdadeiras na mente deste homem!

Um abraço,

Rodrigo Magalhães

*Renato Vargens é
Pastor, conferencista e escritor com nove livros publicados e dois no prelo. Diretor da Scrittura produções, Coordenador no estado do Rio de Janeiro do ministério Homens de Valor, colunista de diversos sites protestantes, autor de artigos pastorais, impressos e on-line, Pastor presidente da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, Brasil.
Participe de seu blog >>aqui<<


Continue lendo...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Teologia da Prosperidade - Piper

Muito se fala sobre os caminhos perigosos da Confissão positiva, conhecida como Teologia da Prosperidade. Muitos são os conceitos, as análises, as reflexões.
Mas John Piper vai ao centro da questão neste vídeo, é direto, franco e realista. A ousadia o leva a estabelecer o sentimento mais real daqueles que amam a Palavra de Deus. É forte dizer que se "odeia" alguma coisa, mas a realidade é que no nosso íntimo é exatamente o que sentimos. Podemos não externar, mas o sentimento é o mesmo. Pelo menos eu compartilho deste pensamento, e gostaria que você prestasse atenção nestes poucos minutos, e refletisse acerca do que vai ouvir.
Vale a pena!

Um abraço,

Rodrigo Magalhães

Continue lendo...

sábado, 11 de julho de 2009

Amigos, ideias erradas e datas complicadas

Mês de julho... lembro do mês de julho por algumas coisas... minha mãe e minha irmã fazem aniversário neste mês. Mas não é somente isto. Chama-se “Dia do Amigo”. Todo mês de julho pra mim é complicado por causa desta invenção. Penso muitas coisas, reflito sobre muitas pessoas, e chego a conclusões que muitas vezes me deixam arrasado, mas que me trazem para a vida, de fato. A chamada realidade.
A Bíblia, companheira inseparável de minha vida, traz soluções dicotômicas para o meu problema. São grandes paradoxos que, às vezes, são engraçados, pois se completam. Ao falar que “maldito o homem que confia no homem”, me traz à memória uma quantidade incomensurável de vezes em que coloquei minha confiança em alguém que considerava um amigo, e não obtive o retorno desejado.
Ao me lembrar de outra passagem, que informa haver amigo mais chegado que um irmão, ou outra ainda que diz que “em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”, minha memória pende para às vezes em que, de alguma forma, estes textos se tornaram válidos na minha caminhada.
Sempre tive por característica ter muitos amigos. Ou pensei ter esta característica. Na verdade me fiz amigo de muitas pessoas que não valorizavam este ente como sendo um amigo de verdade. Aquele velho e conhecido jargão de que “eu era amigo dele (a), mas ele (a) não era meu amigo (a).
Constatar certas coisas na vida leva tempo, às vezes até porque não queremos que verdades implícitas em atitudes se tornem, de fato, verdadeiras. Mas, com o tempo, aprendemos a, cada vez mais, ler nas entrelinhas.
Lembro-me de um tempo em que me sentia orgulhoso em ter várias pessoas para chamar “amigo”. Tola ilusão de um jovem que ama o próximo. Não julgo estar errado em ter amigos, longe disso. Só não compreendo por que algumas pessoas insistem em conceitos falsos de amizade. A palavra amigo deixou de ter valor, principalmente com a chegada da internet e suas comunidades virtuais. Lá todos os que desejarem podem se candidatar a serem “amigos” de alguém. Sem ao menos conhecer, sem ao menos compreender o valor de uma amizade.
Quando eu me lembro de Moisés, e seu relacionamento com Deus, fico com uma ponta de “inveja”: a Bíblia vai contar, em Êxodo 33, que Deus falava com Moisés como falamos com nossos amigos. Ah... imaginem... neste a gente pode confiar, certo?
Já considerei amigos pessoas que destruíram outras amizades minhas, lembrando um pouco aquele texto de Provérbios16.28; triste, mas verdadeiro. Claro que, por motivos que fogem à compreensão, muitas vezes relevamos certas coisas, por mais graves que sejam, por realmente termos um sentimento verdadeiro de amizade para com alguém. Mas, às vezes, cansa.
É triste constatar que nossa sociedade atual se contenta com o pouco, ou nada que lhes é oferecido. Um homem que tem amigos é aquele que teve que abrir novos perfis no “Orkut” para cobrir a demanda de novas “amizades”. Mandar um recado, um “sms” perguntando “como vai? Tudo bem?” já é considerado o nirvana das amizades.
Sinto falta do tempo em que amigo era aquele em que podíamos confiar, aquele a quem guardamos os nossos maiores segredos. Os fundamentalistas irão me dizer que o melhor amigo é Jesus, que falou a seus discípulos que já não os chamava de servos, mas sim de amigos, etc., etc. Ok, não estou falando disto. E, com certeza, se não houvesse amizades entre nós, habitantes deste mundo louco, a Bíblia não traria relatos como os mencionados, e outros mais belos, como os relatos da amizade entre Davi e Jônatas, em II Samuel. Estou me referindo somente às amizades que temos entre nós, humanos.

É difícil hoje, olhar para os lados e enxergar verdadeiramente um amigo. Há pessoas que têm talentos perigosos, capazes de mascarar verdades com pseudobondades. Acabamos por “cair” no golpe do “amigo”, e quando vemos, estamos envoltos em sujeira que nem imaginamos de onde sai. Desde aquela intriga menor, chegando a casos evolvendo finanças. Tudo em nome de “amizades”.
Hoje, neste momento, não ouso qualificar aqueles que são, de fato, meus amigos. Tenho muitos que considero amigos, na essência do sentimento, assim como Jônatas amou a Davi. Às vezes, diria até muitas vezes, as pessoas nem sabem do carinho e amizade que sentimos, mas nada apaga este sentimento. Agora, há muitos, muitos mesmo, que se dizem amigos, e não compreendem o valor deste sentimento. Muitos eu deixei de considerar como amigos há algum tempo, passaram a ser como aqueles citados acima, dos sites de relacionamento. Outros, à medida que o tempo passa, vão deixando de ser o que tentavam ser.
Não digo que eu seja o melhor amigo que existe. Com certeza já machuquei muita gente com palavras, gestos. Mas nunca em minha vida traí ninguém. Levarei comigo esta honra, e nada me tira isto. Fico triste quando vejo amizades indo pelo ralo, mas as consequências poderiam ser piores se não fosse assim.
Sigo me divertindo com os paradoxos bíblicos, até porque, como disse, eles se complementam, e ensinam que nem tudo vale para todos. E que para muitos falta compreensão de valores. Às vezes entendo até que falta inteligência. Muitos dos meus ditos amigos estão espalhados pelas Igrejas afora. São ou já foram cristãos. Outros nunca entraram em uma Igreja (até agora). Não classifico meus amigos por eles serem “mundanos”, como dizem por aí, não ouso fazer isto. Um dos meus últimos textos, inclusive, traz um testemunho de uma amiga que não é cristã, e que é uma das pessoas que mais considero. Classifico meus amigos, ou melhor, trato verdadeiramente como amigos, aqueles que, de fato, compreendem o valor de uma amizade, aqueles que têm caráter, aqueles em que, depositando minha confiança, nunca obtive respostas negativas. Claro que os plantonistas “aqueles” poderão me desafiar com textos como: “quem está de pé, cuide para que não caia”, mas não estamos falando de erros, tropeços... isso acontece. Estamos falando de caráter, de sentimento.
E isto não se encontra em qualquer página de internet.
Fica uma pergunta, que não cala em meu pensamento: para quantos destes amigos que eu tenho em minhas listas, sejam elas da internet, seja a da agenda celular, vou desejar “feliz dia do amigo” com sinceridade? Para quantos será apenas mais uma leva de palavras jogadas ao vento?

É... esta é a vida...

Um abraço,

Rodrigo Magalhães.

Continue lendo...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pra que fazer isso?

Fico impressionado com a vontade de viver do Sr. Vice-presidente da república, José de Alencar. Estava escutando rádio e ouvindo as últimas notícias, e ouvi sobre a situação atual do presidente em exercício. Fiquei admirando a força de vontade do mesmo.
Vim escrever sobre isto e percebi que a última atualização do Pavablog falava também sobre isso. O que mais me impressionou foram os relatos contidos no texto.
Admira-me muito que alguém que já passou por 14 cirurgias para retirada de tumores continue firme na luta pela vida. Ao chegar para a cirurgia declarou fosse feita a vontade de Deus. E após passar por mais de 6h de cirurgia, que visava desobstruir o intestino, mas que foi útil para retirada de diversos tumores, está em situação regular.
O último boletim dos médicos inclusive informa que o Sr. Vice-presidente está “brincalhão”. Isto mostra que, mesmo na pior adversidade, este senhor preza sua vida e luta com prazer para permanecer vivo.
O que nos deixa extremamente entristecido é ler relatos como os do site citado acima, que são poucos perto dos que andei lendo pela internet, acerca de José de Alencar. O homem está sofrendo, vítima de uma doença maldita, e as pessoas cobrando posturas e atitudes do político. Alguns torcendo para que ele morra, outros falando que ele deveria se tratar pelo SUS para entender o povo, outros criticando TUDO.
É impressionante a falta de inteligência em grande parte do povo brasileiro. Gostam de pregar moralismos imbecis, e não percebem que estão sendo ridículos. Não conseguem separar a vida política do vice-presidente da vida humana que está por trás do cargo. Sem falar que não vemos o político José de Alencar envolvido nas confusões diárias de Brasília.
E se fosse um parente destas pessoas? E se este parente tivesse condições de não ter que passar pelo SUS? Eles criticariam também? É justo rogar morte ao homem porque um bando de picaretas corruptos faz do povo palhaços? Será difícil entender que nem todos os políticos são maus?
E, olhe bem, não falo apenas de moralistas “seculares”. Há muito “supercrente” falando até em anátema. Há muita gente julgando o velhinho. Isto é revoltante, é extremamente insensível e insuportavelmente maquiavélico.
Fica aqui a indignação de um cidadão (que preferia não ser) brasileiro que não consegue enxergar o que andam dizendo. E posso afirmar, com certeza, que sou muito bem informado. Aprendam a separar o homem do político, porque o que acontece com este homem (José de Alencar) pode acontecer com qualquer um de nós.

Um abraço, e força ao Senhor Vice-Presidente

Rodrigo Magalhães.

Continue lendo...

Pequenas vitórias têm que ser comemoradas - Diário de Guerra - Parte IV

A vida é sempre um desafio. Constantemente somos pegos por situações não planejadas, momentos bons, outros nem tanto, mas sempre confirmando a tese de que nossa vida está sempre em movimento. Todos nós somos participantes destes momentos, sejam eles em comunidade, sejam eles particulares, ou em família.

Desde dezembro de 2007, minha vida tem sido um constante elevador. Nos últimos meses o elevador emperrou no andar térreo, mas, como dito, logo deve haver uma manutenção. Parando para refletir, dezembro deveria ser o mês em que eu teria as maiores felicidades. Afinal, casei no dia 01 de dezembro daquele ano. Mas as coisas nem sempre acontecem como planejamos. E, definitivamente, os rumos que minha vida tomou, de maneira nenhuma foram planejados.

No dia seguinte ao casamento, estava eu em um consultório médico. Havia alguns dias que eu sentia, ou melhor, não sentia dois dedos de minha mão direita. Meu retorno estava marcado para aquele dia, um dia após o casamento, um domingo. Lá fiquei sabendo que poderia estar com uma tal de “síndrome do túnel do carpo. Pensei: já não chega os problemas respiratórios?

Indo a um especialista, o problema foi confirmado. Resultado: cirurgia marcada e ida para o INSS. Em janeiro fiz a cirurgia, que seria feita através do cotovelo, pois por ali que o nervo que impedia a sensibilidade nos dedos estava “morto”. Cirurgia relativamente curta, dormi apenas um dia no hospital.

Até a recuperação total demora muito. Até hoje ainda tenho algumas dificuldades. Mas melhorou 90%. Fiquei no INSS por 6 meses. A volta ao trabalho foi complicada, não consegui me readaptar, o braço não ajudava. E juntando isto aos problemas com a asma, as coisas ficaram turbulentas. Faltei muito ao trabalho. Até que em junho de 2008 explodi, literalmente. A cabeça não funcionava mais como deveria, não no aspecto intelectual, mas nos processos básicos, como dormir e ser calmo. Foram meses complicados. E junto ao lado emocional a asma se torna um inimigo perigoso.

Depois de muito consultar médicos, acho que todos eles, nada ficava claro. Nunca vi tantos especialistas. Cheguei ao fundo do poço quando tive que consultar com um psiquiatra, pois meu sistema nervoso estava em colapso. Daí para o INSS de novo foi um passo. Neste meio tempo a asma se manifestou mais severa, e não consegui melhorar.

No final de janeiro deste ano, o INSS negou o benefício por duas vezes. Ou eu entrava na justiça, ou deixava para trás. Resolvi tentar trabalhar novamente, mas a empresa já não me queria mais, e eu também não estava bom. Fiquei 2 dias trabalhando e tive pneumonia. Aí desisti de tentar.

Desde este dia, 08 de fevereiro, até hoje, quatro meses depois, tenho tido altos e baixos na minha asma. Tive duas infecções, ou pneumonias neste tempo. Lido com a dor no peito e a falta de ar diariamente. Meus remédios ultrapassam os R$300,00 por mês, por isso não consigo comprar todos.

Para piorar, estando fora do INSS e sem emprego, não recebo há 4 meses. Tivemos que vender o carro. Fiz um investimento caro para montar um home Studio para dar aulas de música, mas não estando bem, ainda não consegui. E minha esposa não recebe da sua empresa, que já citei neste espaço, há quatro meses.

A situação poderia ser caótica neste momento. Mas estamos sobrevivendo, graças ao amparo dos familiares e amigos. Nestes momentos é que vemos o quanto é valioso ter alguém se importa conosco. Sem a ajuda de várias pessoas, não teríamos condições de manter a casa. Sim, porque temos contas que giram em valores baixos, mas mesmo assim, fora de nossa alçada, afinal, não estamos recebendo. Pagamos aluguel, luz, internet, mais comida, fica um preço pesado.

Estas pessoas, como meu pai, mãe, avó, tios, irmãs, têm sido suporte em nossa vida nestes tempos. Para se ter uma ideia da generosidade deste povo, recebemos, em 5 dias, duas ofertas e um rancho. E na última quarta, mais surpresa. Nosso atual pastor esteve em nosso lar e trouxe, de seu próprio bolso, uma oferta impagável: mais um rancho. Ficamos extremamente agradecidos, sem palavras para com todos.

Passa em nossa mente maneiras mil de tentar retribuir o que nos tem sido ofertado. Fora os empréstimos que teremos que honrar em breve. Temos fé em Deus de que as coisas vão melhorar, a situação não permanecerá assim para sempre.

Oro a Deus para que ele me agracie com saúde, o que mais preciso neste momento é saúde. Tenho estado acamado, sem perspectivas, debilitado e deprimido com estas situações. Quero ter forças para voltar a dar minhas aulas e levantar verbas para nossa boa vivência. Com saúde já temos muito!

Fica o meu sincero obrigado, assim como o de minha esposa, a todos os que, de alguma forma nos têm sustentado. E, àqueles que têm se manifestado com orações aqui neste espaço, fica o meu pedido de que continuem me colocando em suas orações, elas me têm sustentado!

Um abraço,

Rodrigo Magalhães.

Continue lendo...

Questão de generosidade - IMPERDÍVEL!

Não poderia deixar de utilizar meu espaço para falar da grandeza de certos atos. Este texto visa refletir o que nós, que ostentamos epítetos cristãos, que muitas vezes nos autodenominamos como melhores, estamos fazendo pelas pessoas que têm necessidades. O ato de levar Deus às pessoas não está somente em evangelizar. Está em levar exemplos e ajuda para fora.
No dia 24 de maio, no nosso jornal local do meio-dia, o Jornal do Almoço, uma das reportagens destacava a situação de uma família moradora de Passo Fundo, no interior gaúcho estava tendo muitas dificuldades. O INSS havia negado o pedido de benefício ao menino Leonardo, vítima de uma grave doença degenerativa, e a família tentava recorrer. Também a reportagem mostrou toda a dificuldade que a família estava passando para sustentar o menino e a si mesma. Além de morarem em uma pequena e humilde casa, não estavam conseguindo manter o menino como queriam.
Leonardo tem 8 anos e vivia normalmente até um ou dois anos atrás. De repente a doença chegou e acabou com a vida do garoto. Começou com problemas na visão, e hoje o menino não enxerga, não ouve, não fala, e já não se move mais. A doença que tomou conta deste pequeno chama-se Adrenoleucodistrofia, uma doença que ficou conhecida do público com o caso do menino Lorenzo Odone, que, com a mesma idade que Leonardo tem hoje, começou a ter estes sintomas.
No caso de Lorenzo, seus pais travaram uma luta honrosa contra a doença, se jogando em pesquisas médicas de todos os tipos até conseguirem encontrar fórmulas de óleos que acreditavam poder amenizar a dor silenciosa do menino O relato pode ser encontrado no filme “Óleo de Lorenzo.
No caso do menino Lorenzo, ele chegou a criar comunicação novamente com a família, através de piscadas e movimentos dos dedos. Morreu aos trinta anos, vítima de uma pneumonia, em 30 de maio de 2008.
Voltando ao nosso caso, Leonardo precisava muito de ajuda. A doença não tem cura, mas pode ser amenizada. A família ganhou na justiça o direito de receber gratuitamente o medicamento óleo de Lorenzo, que vem da Inglaterra. E o INSS prometeu rever a situação do garoto.
Mas os problemas financeiros são sempre críticos, e a necessidade da família chamou atenção. Aí que entra o fato que quero lhe contar.
Tenho uma amiga que prezo muito, chamada Daniela Carvalho. Conheço a Dani há mais de 8 anos, e posso afirmar que é uma pessoa totalmente de bem. Se alguém me perguntar se ela é cristã, responderia que não, pelo menos não nos moldes atuais, que exigem de nós que para ser cristão devemos ser “filiados” a alguma instituição. Mas é uma pessoa que crê muito em Deus, e que, com certeza tem sido muito usada para fazer coisas que muitos de nós não ousamos fazer.
Daniela se comoveu com a situação do menino Leonardo e resolveu agir em favor daquela família. Abaixo segue o modelo do e-mail que ela enviou aos seus amigos:

Assunto: Pedido Especial


Oi! Olha só, tenho um pedido muito especial a fazer pra vocês. Na semana passada apareceu no Jornal do Almoço um menino chamado Leonardo (Passo Fundo), de 8 anos que tem uma doença de distrofia rara. A doença apareceu aos 6 anos, antes disto ele era absolutamente normal. Talvez saibas do que estou falando, pois esta é a doença do filme Óleo de Lorenzo (bastante conhecido). Bem, a família é extremamente pobre. O menino já não se locomove mais, tem diversas atrofias no corpo, já está cego e surdo. É um caso extremamente dramático. A reportagem falava sobre o pedido de benefício que o INSS negou à família.
Fiquei muito chocada com o estado do menino e resolvi tentar ajudar. Estou contatando com todo mundo que conheço para arrecadar fraldas (geriátricas, tamanho P e roupas de inverno - tamanho 10 anos). Quem não quiser contribuir com os materiais pode dar alguma quantia em dinheiro, para a compra de um colchão específico para as necessidades dele e um aquecedor, pois lá faz muito frio. Qualquer quantia é de grande ajuda.
Amigo, isto é apenas um PEDIDO, não há nenhuma obrigatoriedade de participação. Se quiserem contribuir com alguma coisa...
Desde já agradeço a boa vontade de todo mundo!
Beijos!!!!!

Os amigos se prontificaram e as doações foram enormes, como vemos na foto. Dani também foi levar todas as arrecadações para o menino. O resultado foi muito legal, e a satisfação de fazer o bem foi maravilhosa. Dias depois do acontecido, Dani colocou seus agradecimentos, que seguem abaixo:

OBRIGADA!
Agradeço a Deus, em primeiro lugar, por ter me dado olhos de ver e ouvidos de ouvir. Isto me fez ver e ouvir com a devida atenção a história de Leonardo Lenart no J.A. Agradeço a Ele a oportunidade que vislumbrei naquele momento de fazer o "bem" a quem tanto precisava.
Agradeço em seguida o meu maior parceiro: meu marido... meu cúmplice, parceiro, amigo, pai, irmão, entre tantas outras facetas que descubro nele a cada dia. Ele teve a capacidade de acreditar na minha intenção e me ajudar a mobilizar os nossos amigos, comprando comigo esta "briga".
Agradeço finalmente aos heróis desta história: todos os amigos e familiares que nos confiaram suas doações. Pessoas que tiveram a generosidade de abrir mão de pequenas (ou grandes) quantias em dinheiro para nos ajudar nesta empreitada.
Agradeço hoje, a família de Leonardo, que nos recebeu como se fizéssemos parte dela, abrindo as portas da sua humilde casa para que pudéssemos entrar. Despiram-se de qualquer orgulho e não hesitaram em receber nossa ajuda.
Finalmente, agradeço novamente a Deus, porque tive saúde e consegui levar a diante meu propósito até o final. Foi o primeiro passo de uma caminhada que pretendo fazer e, certamente, Ele não me faltará em nenhum momento.
E você, já agradeceu seu dia de hoje? Sua saúde, sua família, seus amigos, o sol que lhe aquece ou a chuva que nos traz o alimento... e quantas outras coisas mais você ainda pode enumerar?
Dani Carvalho.



Mas, por que esta homenagem, este reconhecimento? Além do óbvio, vale ressaltar algumas coisas que chamam a atenção nesta história. Dani é casada, mãe de duas belas crianças. O mais interessante é que uma das crianças, o Carlinhos é seu filho adotado. Dani conheceu o menino em um de seus trabalhos em um lar de crianças especiais aqui em Porto Alegre. O menino tem um severo problema cerebral, e Dani amou o menino desde sempre, e o levou para ser seu, junto com seu marido, Róbson. O menino carece de cuidados em tempo integral, o que faz com que Dani não possa se afastar muito de casa, tendo tido ela que criar seus próprios serviços em casa. É uma bela família. E uma lição para muitos.
Quantas vezes ouvimos dentro de nossos templos gente reclamando de tempo, cansaço, falta de tempo, de dinheiro, de disposição? Pois é, neste caso vemos um exemplo de alguém que se divide entre mais de um emprego, cuidar da casa, cuidar especialmente de seu filho Carlinhos e ainda cuidar de seu pequeno, que ainda é um bebê. Quem quer, se dispõe, FAZ!



Fica o exemplo para todos nós, e os agradecimentos sinceros à minha querida amiga Dani, a quem admiro muito, desde sempre, e que me fez crer mais ainda que existem pessoas muito boas aí fora, independente de “Instituições”.


Pra quem quiser assistir, segue a reportagem citada do Jornal do Almoço. Não consegui somente o vídeo da reportagem, então aí está todo o bloco e a matéria é a última.




Um abraço,

Rodrigo Magalhães


Continue lendo...

Espetáculo Corte!


Bem, ficou um pouco em cima da hora, mas prometi fazer um jabá aqui pra uma grande amiga. Não que ela tenha pedido, mas como admiro muito seu trabalho, coloco aqui uma ideia pra o pessoal de Porto Alegre que gosta de dança.

O espetáculo do Grupo Corte está em cartaz em Porto Alegre, no Museu do Trabalho. Veja mais informações:

CORTE

Coreografias de Maria Waleska Van Helden e direção de Decio Antunes.

Com Cristina Camps, Fabiane Severo, Graziela Silveira, Maria Albers, Patrick Vargas, Robson Duarte e Stela Menezes.

As sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h. Duração: 60 minutos. Temporada até 26 de julho. Classificação: 14 anos.

Teatro Museu do Trabalho (Rua dos Andradas, 230), fone: (51) 3227-5196.

Ingressos: R$ 20, com desconto de 50% para maiores de 60 anos e para estudantes.

O espetáculo: em um cenário apocalíptico, a montagem de teatro-dança do grupo JogodeCena quer discutir as disputas entre nações, culturas e crenças que marcam o início do milênio e a dificuldade de comunicação das grandes cidades..

Vale a pena conferir. Ainda estou devendo uma visita à minha amiga Grazi, mas ainda tenho alguns dias para conferir este evento.

Para maiores informações, além dos dados passados acima, pode-se obter outros AQUI.

Um abraço

Rodrigo Magalhães

Continue lendo...

Racismo?

Quando da formação do mundo em que vivemos, o passo mais importante, segundo a própria Bíblia, foi a formação do homem. Com todos os outros elementos formados, a qualificação dada por Deus foi de que “era bom”. Quando o homem foi criado, diz a Bíblia que era “muito bom”.

Uma das coisas que deve ficar clara quando das admoestações de Deus ao homem, era sua superioridade diante do restante da criação. Em nenhum momento foi dito ao homem que este deveria perceber, ao longo de sua vida, que iriam nascer homens de outras cores, feições, culturas... e que este homem, perfeito, criado por Deus, deveria ser superior a estes também.

Não se sabe como surgiu a diversidade de cores, etnias, etc. Alguns segmentos chegam a extremos dizendo que os negros surgiram do pecado de Caim. Sem dúvidas uma grosseria extrema. Fica, de partida, a dúvida: quem disse que os primeiros homens eram brancos?

Com o passar dos tempos e a mistura dos povos, foi-se criando preconceitos contra cor, etnia, cultura, religião, etc. O impressionante é que há gente que não sabe se utilizar nem de terminologias e querem agredir o próximo.

Bem, falamos, claro do chamado RACISMO. Não gosto de entrar nas polêmicas deste ramo, mas diante do estardalhaço que um fato ocorrido no jogo entre Cruzeiro e Grêmio, pela Libertadores, na última semana, que me revoltou muito, tive que escrever sobre o assunto.

Conforme relatado na mídia nos últimos dias, durante o jogo entre as duas equipes, o jogador gremista Máxi Lopes teria chamado o cruzeirense Elicarlos de “macaco” ou “macaquito”, conforme as versões. Ofendido com o que ouviu, o cruzeirense prometeu ir à delegacia prestar queixa crime contra o argentino, o que acabou por fazer mesmo. E daí se seguiu uma série de argumentos, contra-acusações, e outros pormenores.

Fato é que, mais uma vez, diante do exposto, se comprova que o povo, e principalmente a imprensa, tão dona da razão, não são qualificados para certos assuntos, e mais uma vez erram no que publicam. O jogador se sentiu vítima de um ato racista, e a imprensa corroborou o pensamento do jogador, ao fazer jorrar nos veículos de informação que Maxi cometera racismo.

Mas, afinal de contas, o que significa racismo? Em minha compreensão, a palavra racismo tomou a forma das diferenças de pensamento em relação às diversas “raças” humanas no mundo. O que tem pensamento racista compreende que há diferentes níveis de humanos, em se tratando de cor, aspectos biológicos, inteligência. Creem que há “raças” superiores a outras. Culturas diferentes e superiores em relação a outras.

Pra começo de conversa, o termo raça já desqualifica qualquer assunto posterior. Somos uma raça apenas. RAÇA HUMANA. Este termo raça, para diferenciar aspectos biológicos, físicos, dentre outros. Falo que desqualifica porque este termo, utilizado mais na antropologia, já é de desuso na mesma, por, estritamente falando, era mais utilizado até o século XX e a chegada dos estudos da genética.

Era utilizado pela taxonomia para classificar subespécies. Ou seja, raças=subespécie. Incluíam em seu estudo também aspectos culturais, que variam de grupo para grupo, além dos já citados acima.

Por isso se utiliza o termo raça, mais no senso comum hoje, para designar etnias, cores... é incorreto desde que haja compreensão de que a raça é a mesma. Somos todos humanos, a genética, o DNA estão aí pra conversar e comprovar isto.

Então, voltando agora ao racismo, este se torna o preconceito contra um destes grupos raciais. Desde sempre houve o racismo. Seja ele para justificar guerras, escravidão, genocídios, sempre houve atitudes qualificadas como racistas na história da humanidade.

Se formos ver, o preconceito se estabelece desde os mais antigos tempos. Se tomarmos a Bíblia como exemplo, veremos povos sendo levados cativos, perdedores em guerras e invasões, sendo humilhados e tendo que trabalhar forçadamente como escravos pelo povo vencedor, que, naturalmente, considerava os cativos como raça inferior. Vide o povo de Israel e os Egípcios.

Quando do início das colonizações começamos a ver muitos casos de racismo. Como o Velho Mundo colonizou boa parte do mundo, aplicava a teoria das “raças inferiores” para justificar seus atos preconceituosos. Assim foi com os povos africanos, que de um acordo amigável em um primeiro contato, se tornaram “inferiores”, e passaram a ser somente como escravos. Lembremos, claro, que sempre houve escravos, e que isto não é sinônimo de “negro”. Escravos eram os inferiores.

Mas os africanos, e posteriormente os índios nas Américas foram vítimas de preconceito. Ao serem considerados inferiores, tiveram que lidar com a imposição, por parte dos “superiores”, de leis, normas, culturas, formas de viver. Bem, quem se levantava contra, era, claro, morto. Daí podemos ver os grandes genocídios.

Um caso que não tratava de negros, e sim de toda e qualquer “raça” que não fosse a sua, foi o nazismo. Os grandes atos racistas cometidos na época, principalmente contra os judeus, dizimaram milhões de pessoas, por o incentivo vindo “de cima” de que o povo alemão era a mitológica raça ariana, seres perfeitos e superiores. E aqueles que não se encaixavam nesta ordem eram sacrificados, pelo bem da sobrevivência da raça.

Outro caso famoso aconteceu até anos atrás na África do Sul, com o apartheid, que, como sabido, era a ordem de que os brancos eram os únicos e verdadeiros cidadãos, e aqueles que não fossem brancos, tinham que viver separados destes, e sujeitos às suas imposições.

Bem, poderíamos ficar horas escrevendo detalhadamente e acrescentando outros casos, mas com estes nós já podemos chegar a algumas questões. Ao lembrar estes casos e voltar ao nosso tema, justifica-se o que acontece hoje no nosso país?

Vamos explicar: somos um povo muito diferente. Se olharmos alguns países mundo afora, veremos que as pessoas têm as mesmas características, são parecidas de uma forma geral. Ficamos surpresos quando vemos algo diferente disso. Ou, quem não percebeu que, no time da África do Sul, havia dez jogadores que eram negros, e um que não era? Será que este sofre preconceito? Pelo que é amado pela torcida, parece que não. E quem não conhece a história da África do Sul, pode não compreender o que este jogador faz lá. Mas é completamente natural.

No Brasil, se observamos, até na rua, são tantas pessoas diferentes, que chega a impressionar. São brancos, morenos, negros, mestiços, e por aí vai. Só que somos um mesmo povo, com mesmas características culturais, apesar do tamanho do país.

Ao vermos os vários casos de supostos racismos no esporte, fica uma dúvida no ar. Será que é mesmo racismo? E, por que estou fazendo esta pergunta?

Simples. Compare com o que foi escrito antes e responda se é racismo. Outra coisa. Esportes como futebol são campeões em todo o tipo de ofensa. Uma falta, um lance errado, um empurrão e já é um seu #$%¨&*, filho d%¨&*(), vai s#$%¨&*, e por aí vai. No meio disto sai um negro, branquelo, alemão e já é racismo?

Antes de responder esta questão, só mais uma apimentada, sem defender o jogador Maxi, mas crendo em sua boa índole. O jogador está no Brasil há três meses. Já sabe que para ofender um jogador que é negro deve se utilizar dos termos que foram citados? E ele sabe o que isto significa no Brasil? Sim, porque todos sabemos que estas palavras são brasileiras, no espanhol, macaco, ou primata é conhecido como MONO.

Mas, voltando ao assunto, de maneira nenhuma a imprensa deveria ter veiculado que Maxi cometeu racismo. Excitou o povo, poderia ter havido uma tragédia! Se for indiciado, a acusação de racismo será desqualificada em poucos segundos. Se for acusado, será por injúria, qualificada. Injúria, todos sabemos significa ofensa, ofender a dignidade do próximo, a honra, a moral. Bem, se eu estou no campo e alguém me chama de filho d@#$%¨&, vou processar por injúria também, afinal, ofendeu minha dignidade, e da minha mãe!

Conforme a lei 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os “atos criminosos” referentes à cor ou raça, diz o seguinte em seu artigo 20:

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional. (Artigo incluído pela Lei nº 8.081, de 21.9.1990) Pena: reclusão de dois a cinco anos. Ver lei aqui.

Compreendido? Em nenhum parágrafo ou artigo, e aqui colocamos o que mais poderia se aproximar dos casos em voga no país, há algo como o que aconteceu no campo de futebol. Se Maxi tivesse ido ao microfone, reclamado de Elicarlos e proferido palavras preconceituosas, aí estaria com sérios problemas. E aqui tratamos do crime de injúria. Se há possibilidade de desqualificar este crime, imagine o de racismo. Que é isso gente.

Em um país em que grande parte da população é negra ou mestiça, há que se compreender que nem tudo é racismo ou injúria. Conheço gente que adota o apelido de “negão”, ou “nego”, ou ainda “neguinho”, sem que se sinta ofendido ao assim ser tratado ou referido. Conheço casais, nem sempre de negros, que se tratam como “neguinho”, ou “neguinha”, “nêga”, sem preconceito.

Sabemos que há gente preconceituosa, mas vejo isto mais como xenofobia do que atos de cunho racista. Pessoas que não sabem lidar com as diferenças do próximo. Existe muito disto, e não só com negros. Vejam o que fazem com as mulheres, especialmente as loiras. Ou com definições de beleza, estética. Se for feio vai ser ridicularizado por isto. Se for gordo ou magro demais, idem.

Existe muito disto. Agora, no que se refere a esportes, está mais do que na hora de pararmos com isto. Ou se pune todo e qualquer tipo de ofensa, e o árbitro que está lá pra isso, assim deve ser orientado, ou se para de jogar. O que mais se vê, ouve, ou “lê” nos lábios dos jogadores, são palavras de baixo calão, sejam elas nos momentos de brigar com alguém, seja na hora de comemorar.

Preconceito existe. Agora, a imprensa tem que aprender um pouco a escrever as coisas de maneira que não leve seu público a pensamentos errados, e atitudes perigosas. Havia gente querendo linchar o argentino lá em Minas. Lembre-se, não estou o defendendo. Falo nele pensando em casos anteriores também, como o de Antônio Carlos, ou de Grafite, onde, como disse Juca Kyfouri, houve realmente preconceito racista, mas contra o argentino, que por ser argentino teve um tratamento desumano no caso.

Pra encerrar, volto ao início, a mesma Bíblia que não relata divisão de cores como sendo motivo de superioridade ou preconceito, traz um recado aos cristãos. Quando cristãos, recebemos um recado importante, somos raça eleita, geração eleita, TODOS.



Um abraço, e viva a diversidade, que torna o nosso mundo tão belo e cheio de vida!



Rodrigo Magalhães





Fontes:

http://pt.wikipedia.org

leis brasieiras

http://mariabls.blogspot.com/

Continue lendo...